Infecções do Trato Urinário: sintomas, causas e prevenção

As infecções do trato urinário, ou ITUs, são bastante comuns, especialmente entre as mulheres. Estima-se que entre 50% e 60% das mulheres adultas sofram de infecção do trato urinário durante a vida. A prevalência deste tipo de infecção diminui com o passar dos anos, sendo que 10% das mulheres na pós-menopausa relatam ter tido uma ITU no ano anterior.   Apesar de muitas infeções urinárias serem simples e relativamente fáceis de tratar, a recorrência é frequente e pode afetar significativamente o bem-estar geral e até a vida sexual. Reconhecer os sintomas e procurar tratamento adequado são passos essenciais para evitar complicações.   Possíveis causas das infeções urinárias As infeções urinárias podem surgir por vários motivos, sendo uma das causas mais comuns a presença de bactérias na uretra que acabam por atingir a bexiga. Em alguns casos, a infeção pode reaparecer quando o tratamento inicial não foi totalmente eficaz ou quando se recorre apenas a medicamentos de venda livre sem acompanhamento médico. Algumas mulheres notam também uma maior frequência de infeções após relações sexuais prolongadas, uma situação relativamente comum e que não significa que seja necessário abdicar da vida sexual. Nestes casos, é importante apostar em medidas preventivas e acompanhamento médico adequado.   Sintomas mais frequentes Os sintomas de infeção urinária podem ser bastante incómodos e, por vezes, intensos. Entre os sinais mais comuns destacam-se: Sensação constante de pressão na bexiga Vontade frequente de urinar, mesmo após esvaziar a bexiga Ardor ou dor ao urinar Dor na parte inferior do abdómen Desconforto geral Em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos com cólicas menstruais ou outros desconfortos abdominais. Por esse motivo, é importante que as mulheres estejam atentas aos sinais do corpo e procurem orientação médica sempre que surjam dúvidas.   Tratamento e recuperação O tratamento das infeções urinárias deve ser orientado por um profissional de saúde, que poderá prescrever a medicação adequada, geralmente antibióticos. Seguir corretamente o tratamento é fundamental para eliminar a infeção e reduzir o risco de recorrência.   Além da medicação, algumas medidas podem ajudar na recuperação, como: Beber bastante água ao longo do dia Manter uma boa hidratação Consumir produtos à base de cranberry (arando vermelho), frequentemente associados ao apoio na saúde urinária Evitar relações sexuais durante o período de tratamento, quando recomendado pelo médico Normalmente, os sintomas começam a melhorar após alguns dias de tratamento, embora seja importante completar sempre o ciclo de medicação prescrito.   Reconhecer os sinais precocemente Mulheres que já tiveram infeções urinárias anteriormente conseguem muitas vezes reconhecer os primeiros sintomas com facilidade. Ainda assim, o autodiagnóstico não substitui a avaliação médica. A consulta com um profissional de saúde é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir o tratamento mais adequado. Ignorar os sintomas ou recorrer apenas a soluções sem prescrição pode favorecer o reaparecimento das infeções.   Prevenção é fundamental Embora nem sempre seja possível evitar uma infeção urinária, algumas medidas simples podem reduzir o risco: Beber água regularmente Não adiar a ida à casa de banho Manter uma boa higiene íntima Urinar após as relações sexuais Usar roupa interior confortável e respirável As infeções urinárias são comuns, mas não devem ser desvalorizadas. Com informação adequada, acompanhamento médico e algumas mudanças de hábitos, é possível reduzir a frequência das infeções e melhorar a qualidade de vida.   O papel dos autotestes de infeção urinária Os autotestes de infeção urinária têm-se tornado uma ferramenta cada vez mais útil, especialmente para pessoas que não reconhecem facilmente os sintomas, mas que sentem desconfortos como dor na bexiga ou dificuldade ao urinar. Estes testes podem funcionar como um primeiro passo para identificar uma possível infeção e facilitar um diagnóstico mais rápido. Embora possam ser úteis como pré-diagnóstico, os autotestes não substituem a avaliação médica. Após um resultado positivo ou suspeita de infeção urinária, é fundamental consultar um profissional de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Quando não tratadas corretamente, as infeções urinárias tendem a reaparecer, sobretudo porque a causa subjacente pode não ter sido totalmente resolvida. Procurar acompanhamento médico é essencial e não deve ser adiado por vergonha ou receio de falar sobre os sintomas.  

Vacinação contra a gripe e bem-estar no inverno

Com a chegada dos meses frios, regressam também os desafios à nossa saúde. O frio, os dias curtos e a redução da luz solar parecem conspirar contra o nosso bem-estar, fragilizando o sistema imunitário e aumentando a probabilidade de adoecermos. Entre constipações, gripes e carências vitamínicas, o inverno exige de nós uma atitude mais preventiva. E é precisamente aqui que a vacinação contra a gripe assume um papel fundamental. Ainda que muitos continuem a encarar a gripe como algo “banal”, a verdade é que este vírus pode causar complicações sérias, sobretudo em pessoas mais vulneráveis — idosos, grávidas e indivíduos com doenças crónicas. A vacina não é apenas uma forma de proteger quem a recebe, mas também um ato de responsabilidade coletiva, pois reduz o risco de contágio e contribui para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde. Em tempos em que a consciência sanitária deveria estar mais apurada do que nunca, recusar a vacinação sem motivo clínico válido é, no mínimo, uma decisão imprudente. A vacina contra a gripe funciona estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a cepa do vírus da gripe esperada para a próxima temporada de inverno. Também ajuda a prevenir complicações decorrentes da gripe. A gripe pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando as pessoas mais suscetíveis a infecções respiratórias secundárias, como pneumonia. Ao vacinar-se contra a gripe, pode reduzir significativamente a probabilidade dessas infecções adicionais. Importa também lembrar que o ideal é vacinar-se no início do outono, antes de o vírus começar a circular intensamente. Este gesto simples permite que o organismo desenvolva defesas eficazes e esteja preparado para enfrentar o inverno com maior resistência. Dicas adicionais para o bem-estar no inverno 1. Agende um check-up de saúde! Exames de saúde regulares são essenciais para manter o bem-estar. O inverno é uma ótima época para avaliar a sua saúde geral, e agendar consultas regulares permite a deteção precoce de possíveis problemas de saúde. Além disso, como muitas pessoas sentem quedas de energia e desafios imunológicos durante o inverno, é uma boa oportunidade para verificar o estado da saúde inicial e identificar áreas que possam necessitar de maior atenção. Na Globiprotec diagnostic, oferecemos testes rápidos de diagnóstico profissionais para áreas específicas, como por exemplo ,Testes Rápidos DUO Antigénio SARS-CoV-2 & Influenza A+B,  Streptococcus Grupo A ou autotestes para realizar em casa, como o Autotestes Vitamina D . Poderá realizar ou comprar estes e outros testes na sua farmácia.   2. Considere suplementos para deficiências vitamínicas Durante o inverno, muitas pessoas apresentam níveis mais baixos de vitaminas essenciais, principalmente a vitamina D. A vitamina D é frequentemente chamada de “vitamina do sol” porque nosso corpo a produz quando exposto à luz solar. No entanto, com dias mais curtos e menos luz solar, é fácil desenvolver deficiência, o que pode levar à fadiga, mau humor e enfraquecimento do sistema imunológico.Suplementos  com vitamina D são frequentemente recomendados durante os meses de inverno. Além da vitamina D, a vitamina C e o zinco também podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico. A vitamina C está associada ao fortalecimento do sistema imunológico, e o zinco auxilia no funcionamento das células que mediam a imunidade inata. 3. Mantenha-se ativo e pratique exercícios regularmente Manter-se ativo é crucial para a saúde física e mental. O exercício não só fortalece o sistema imunológico, como também ajuda a reduzir o estresse, que pode enfraquecer as defesas do organismo. Uma curta caminhada ao ar livre pode ajudar a melhorar a circulação, elevar o humor e proporcionar um pouco de ar fresco. Além disso, a exposição à luz natural, mesmo em dias nublados, pode auxiliar o ritmo circadiano e melhorar a qualidade do sono. Em suma, cuidar da saúde no inverno é mais do que uma questão de conforto — é uma escolha consciente e preventiva. Vacinar-se contra a gripe, manter uma boa alimentação, fazer exercício e garantir que o corpo tem o que precisa para funcionar bem são gestos simples que podem evitar complicações sérias. O frio é inevitável, mas a forma como o enfrentamos depende inteiramente de nós.

Alerta para surtos de Hepatite A na Europa

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para o aumento da transmissão do vírus da hepatite A no país, onde foram notificados 504 casos de infeção entre 1 de janeiro e 31 de maio. Esta situação “configura um aumento da transmissão do vírus da hepatite A em Portugal, em linha com a tendência reportada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) sobre surtos ativos em diferentes países europeus”. Um surto de hepatite A atingiu também quatro países europeus, com mais de  2.000 pessoas  infetadas e nove mortos. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) confirmou um “aumento significativo” nos casos do vírus hepático altamente contagioso entre janeiro e maio de 2025 também na Áustria, República Checa, Hungria e Eslováquia. Em Portugal do total de 504 casos confirmados de infeção aguda do fígado, 122 estão associados a transmissão através de contacto sexual, distribuídos por várias regiões do país, mas com maior incidência em Lisboa e Vale do Tejo e na Área Metropolitana do Porto, a maioria homens entre os 18 e 44 anos. Além dessa situação, a DGS avançou que foi identificado um segundo surto localizado nas regiões do Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, com transmissão associada a condições deficitárias de salubridade, que tem afetado particularmente crianças. Segundo a direção-geral, a hepatite A é frequentemente assintomática ou ligeira em crianças com menos de cinco anos, mas, em adultos, pode manifestar-se de forma súbita, com sintomas como febre, mal-estar e dor abdominal, sendo a icterícia – coloração amarelada da pele e dos olhos – o sinal mais característico. Não existe uma forma crónica da doença e a infeção confere imunidade vitalícia, salientou também a DGS, garantindo que as autoridades de saúde a nível nacional e subnacional acompanham a situação em permanência, adotando as medidas de saúde pública adequadas para conter a propagação da infeção. Entre estas medidas, a DGS destacou o rastreio e seguimento de contactos, a vacinação pré-exposição dos grupos de risco e ações de educação para a saúde. A DGS adiantou que a vacinação pré-exposição contra o vírus constitui a principal forma de prevenção, sendo especialmente recomendada para pessoas que residem ou viajam para áreas endémicas ou com surtos ativos, com práticas sexuais associadas a risco acrescido de infeção e com doenças crónicas ou outras condições que possam agravar o curso clínico da infeção pelo vírus da hepatite A. A norma da vacinação contra a hepatite A está a ser revista para facilitar o acesso gratuito para os grupos mais vulneráveis da população. Segundo referiu, a vacinação está também disponível em regime de pós-exposição, dirigida a contactos próximos de casos confirmados, conforme as orientações nacionais em vigor e critérios de elegibilidade, com o objetivo de prevenir o aparecimento de casos secundários. Em articulação com organizações da sociedade civil e serviços de saúde sexual, a DGS tem vindo a desenvolver campanhas de informação e sensibilização, difundidas através das suas plataformas digitais e aplicações móveis de encontros.

Helicobacter pylori : diagnóstico, tratamento e prevenção

A Helicobacter pylori conhecida como H. pylori, é um tipo de bactéria que infecta o revestimento do estômago e é uma das principais causas de úlceras pépticas e gastrite crónica e pode contribuir para o desenvolvimento de cancro gástrico. Entender as últimas tendências relativas a sintomas, tratamentos e prevenção de infecções por H. pylori é crucial tanto para os profissionais de saúde quanto para o público. Conteúdo reservado a profissionais. Inicie sessão Este artigo aprofunda o estado atual da gestão da H. pylori, do diagnóstico às opções de tratamento e estratégias de prevenção.   Identificar os sintomas da infecção por H. pylori A infecção por H. pylori pode ser assintomática para muitos indivíduos, mas quando os sintomas ocorrem, poderão incluir: Ardor ou dor de estômago Dor abdominal que piora quando o estômago está vazio Náuseas Perda de apetite Eructações (arrotos) frequentes Inchaço Perda de peso   Testagem e diagnóstico da H. pylori A deteção e o diagnóstico precoce e preciso da infeção por H. pylori são vitais para um tratamento eficaz. Vários tipos de teste estão disponíveis, cada um com sua aplicação e adequação específicas. Teste respiratório de ureia para H. pylori: Este teste não invasivo deteta a presença de H. pylori medindo a quantidade de dióxido de carbono na respiração após beber uma solução de ureia. É altamente sensível e específico para infeções ativas. É útil tanto para o diagnóstico inicial quanto para confirmar a erradicação da bactéria após o tratamento. Teste de antígeno fecal para H. pylori: Este teste procura antígenos de H. pylori em amostra de fezes. Também é útil tanto para o diagnóstico inicial como para confirmar a erradicação da bactéria após o tratamento. (ver uso profissional e autoteste). Teste de sangue para H. pylori (serológico anticorpos): Os exames de sangue podem detectar anticorpos para H. pylori, indicando infeção passada ou presente. No entanto, não conseguem distinguir entre uma infecção ativa e uma anterior. A serologia deixou de ser recomendada porque não detecta infeção ativa, estando contra-indicada no controlo da terapêutica de erradicação; deverá ser apenas usado como um teste indireto – para estudos epidemiológicos.   Algoritmo de diagnóstico Um Algoritmo de Diagnóstico completo para H. pylori normalmente poderá envolver o uso de testes não invasivos, como o teste respiratório de ureia e o teste de antígeno fecal como diagnósticos de primeira linha.   Estratégias de Tratamento da H.pylori Tratamento da H. pylori A principal abordagem para tratar a H. pylori envolve uma combinação de antibióticos para matar as bactérias (bactericida) e medicamentos redutores de ácido para reduzir o ácido estomacal, facilitando a cura. O regime mais comum é a terapia tripla, que inclui dois antibióticos (por exemplo, claritromicina e amoxicilina) e um inibidor de bomba de prótons (IBP) entre 7 a 14 dias. A terapia quádrupla, que adiciona bismuto à mistura, pode ser usada como um tratamento de segunda linha ou em regiões com alta resistência a antibióticos. É importante seguir o plano de tratamento prescrito e tomar todos os medicamentos conforme as instruções. Em alguns casos, mais de uma rodada de tratamento (antibióticos) é necessária para cuidar da infeção.   Considerações sobre resistência A resistência aos antibióticos é uma preocupação crescente no tratamento da H. pylori. Adaptar a terapia antibiótica com base em padrões de resistência locais ou após tratamento inicial mal sucedido torna-se cada vez mais importante.   Insights sobre prevenção Prevenir a infecção por H. pylori é desafiador devido à sua presença generalizada e rotas de transmissão pouco claras. As recomendações gerais incluem: Praticar boa higiene das mãos Garantir a segurança dos alimentos e da água Evitar contacto direto com saliva ou matéria fecal de indivíduos infetados   Vacinas contra H. pylori A pesquisa de vacinas para H. pylori está em andamento, com a esperança de reduzir no futuro  a incidência de infeção e as suas doenças associadas.   Conclusão O cenário  da gestão da H. pylori está em evolução, com avanços em métodos de diagnóstico, regimes de tratamento e estratégias de prevenção. A deteção precoce e precisa por meio de testes de H. pylori é essencial para a sua gestão eficaz e a redução do risco de complicações. À medida que a investigação continua em desenvolvimento, novos insights prometem refinar a nossa abordagemno combate a essa infecção bacteriana comum, mas consequente, procurando melhores resultados para os doentes e, consequentemente, a prevenção de doenças associadas a H. pylori.  

Consumo de drogas ilícitas ao longo da vida aumentou mais de 60% em Portugal

expresso.pt O consumo de substâncias psicoativas ilícitas ao longo da vida em Portugal subiu mais de 60% desde 2001, situando-se a prevalência em 2022 abaixo da média registada pelo conjunto dos países europeus, revela um estudo hoje divulgado. “Entre 2001 e 2022, a prevalência ao longo da vida, para qualquer substância psicoativa ilícita, passa de 7,8% para 12,8%”, referem os dados que espelham a mais recente informação sobre o uso de substâncias ilícitas, lícitas, jogo e ecrã. Promovido pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), o V Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral foi iniciado em 2001, tendo sido replicado em 2007, 2012, 2016/17 e em 2022, sob a responsabilidade de uma equipa de investigação do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, constituída por Casimiro Balsa, Clara Vital e Cláudia Urbano. Sobre este aumento da prevalência ao longo da vida, para qualquer substância psicoativa ilícita, os investigadores explicam: “Mesmo quando os hábitos de consumo se mantêm estáveis, a prevalência tende a aumentar pelo facto de, a cada aplicação [do inquérito], retirarmos da amostra um grupo etário que não tinha nenhuma relação com substâncias ilícitas — os mais velhos — e o substituirmos por um grupo, os mais jovens, que a passa a ter”. Nos 20 anos de recolha, as mulheres passam de uma prevalência de 4% para 7,4% e os homens de 11,7% em 2001, para 18,6% em 2022, revela o inquérito, que tem uma amostra de 12.000 pessoas, representativa da população entre os 15 e os 74 anos, por região, por sexo e por idades. Estes valores aumentam quando se isola a população dos jovens adultos (15-34 anos), com o consumo das mulheres a passar de 7% em 2001, para 9,6% em 2022, enquanto o consumo dos homens passa de 18,2% para 21,8%. “Com esta evolução, continuamos, como no início do milénio, com níveis de consumo abaixo dos registados no conjunto dos países europeus”, salienta o estudo, que é apresentado hoje num evento no SICAD, em Lisboa. Com o tema “Conhecer a realidade para intervir com qualidade”, o evento antecipa as comemorações do Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico ilícito de Drogas, que se assinala em 26 de junho. O estudo fez uma comparação no plano internacional do consumo de canábis, cocaína, anfetaminas, ‘ecstasy’ e LSD com base na prevalência dos consumos dos últimos 12 meses e tendo como referência os valores disponibilizados para 30 países europeus pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. A canábis, substância ilícita com maiores prevalências de consumo, apresenta um valor máximo de cerca de 11% (Chéquia e França) e médio de 5,7% no conjunto dos países, estando Portugal, com uma prevalência de 2,8%, na 24ª posição. Relativamente ao consumo de cocaína, que na Europa tem uma prevalência média de 0,4%, Portugal encontra-se em 26.º lugar, com uma prevalência de 0,2%, e no consumo de anfetaminas a prevalência é inferior a 0,1%, sendo a média para os 27 países europeus que apresentam informação para esta substância de 1,4%. No caso do ecstasy, para uma média de 0,9% entre os 29 países que apresentam dados para este indicador, Portugal apresenta uma prevalência de consumo de 0,1%, a mais baixa de todas, a par com a Turquia. O consumo de LSD apresenta um valor médio de 0,4% para o conjunto dos 27 países que apresentam valores para este indicador, estando Portugal entre os países com menores prevalências (0,1%), a par da Bulgária, Chipre, Hungria, Itália, Lituânia e Luxemburgo.

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